REMINGTON 65

A música não ajuda nada mais nada menos que a desestruturação de minha mente...

Tuesday, February 28, 2006

El tocou os sinos dos ventos e ouviu o som cortando as distâncias do infinito. E sem emitir uma palavra tocou as núvens atraves de sua melodia eterna...
E olhando abertamente a Serra ancestral, caminhou emitindo o som suave de uma melodia antiga. O lago encantado estava próximo...
El, podia ouvir seu acalanto eterno, de mágoa e solidão pelo filhos perdidos em terras longínquas...
El, ouviu seu lamento, e seguiu adiante...
Para onde as jandaias cantam ao amanhecer, onde o rio das onças se encontra com o mar eterno...
Era apenas El em seu próprio caminho...
Com sua flauta de Pedra do Sol, El caminhou através do vale da névoa, abrindo caminho em meio a sombras e vultos do seu passado. El as apaziguava com o som de sua flauta, e elas não o demonstravam aniedade em deixá-lo...
O dia se fazia igual a todos...
Mas El sabia que se observasse atentamente...
Ele veria a diferença que faz cada dia infinitamente, diferente...
El sabia que a vida tinha dessas coisas...
Então continuou a tocar sua flauta sem se preocupar para onde o vento levava seu toque suave...
E o vento levava...
O vento sempre leva...

O cantos dos antigos/ancestrais de uma era passada...
El, era apenas a antena de ligação do passado com o futuro próximo...
El era seu próprio presente.

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